quarta-feira, 16 de novembro de 2016

MANIFESTANTES INVADEM PLENÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

O grupo, que seria de extrema direita, gritava: "Nossa bandeira jamais será vermelha"

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 Cerca de 80 manifestantes invadiram o Plenário da Câmara dos Deputados, na tarde desta quarta-feira (16/11), para pedir a participação do povo na política brasileira. O grupo é de extrema direita e queria, ainda, intervenção militar. Houve tumulto e confusão entre policiais legislativos e manifestantes, que afirmaram que só deixariam o local se o Exército fosse retirá-los.

 Gabriela Vinhal , Paulo de Tarso Lyra /Correio Braziliense

O grupo gritava "Nossa bandeira jamais será vermelha" e "Viva Sérgio Moro! General Já!". Um dos manifestantes, Jeferson Alves, empresário da Construção Civil, defendeu o fechamento do Congresso Nacional. "Isso aqui deve ser fechado e todos os políticos envolvidos em robalheira devem ser presos imediatamente", afirmou. Jeferson negou ainda que o movimento tenha um partido político: "Está na Constituição, todo poder emana do povo.  E é povo que está aqui querendo acabar com essa bandalheira."

Enquanto os manifestantes permaneciam no Plenário, Jeferson Antônio Francisco, outro manifestante, davam entrevistas no Salão Verde da Câmara afirmando que fizeram parte do protesto da última terça-feira (15/11) em frente ao Congresso. Segundo ele, decidiram "espontaneamente" invadir hoje o Legilsativo. 

No local, um grupo de representantes do Sindicato dos Vigilantes, que aguardava a votação de um projeto que estabelecia o piso nacional da categoria, xingou os dois chamando-os de "facistas, golpistas e racistas".

O primeiro secretário geral da Câmara, Beto Mansur (PRP-SP), e o deputado Lincon Portela (PRB-MG), negociam com os manifestantes. O vice-líder do governo na Casa, Darcísio Perondi (PMDB-RS), comentou sobre a pauta do grupo e afirmou que talvez "seja necessário usar a força". "Eles leram uma pauta extensa que vai desde o fim das aposentadorias milionárias de juízes e parlamentares, o fim da corrupção e uma intervenção militar já. É um grupo radical de direita, o que é lamentável, pois eu já vivi a ditadura militar e defendo o valor da democracia".

O deputado Marcos Rogérios (Dem-RO) afirmou há pouco que o Plenário será desocupado, mas não se sabe quando. "O processo de evacuação terá de ser muito bem planejado. Não posso garantir se haverá ou não violência, mas por se tratar de um grupo radical, possivelmente algum tipo de força deverá ser utilizado". 
Rogério confirmou que existem pessoa armadas no Plenário e que os gritos delas são todos favoráveis a uma intervenção militar. "Eles não têm nenhuma manifestação contra deputados de esquerda ou de direita, mas com contra a democracia e o Congresso Nacional", disse.

O protesto ocorreu na fase de pronunciamento dos parlamentares durante sessão presidida pelo deputado Waldir Maranhão (PP). O grupo entrou no Plenário pelo Salão Verde da Câmara e foi direto para a parte superior onde fica a mesa diretora dos trabalhos. A porta de vidro do local foi quebrada. O presidente decidiu suspender a sessão, que havia começado às 14h.

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