sexta-feira, 22 de junho de 2018

DE VIRADA, SUÍÇA VENCE SÉRVIA E EMBOLA BRIGA POR VAGA NO GRUPO DO BRASIL

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A Suíça derrotou a Sérvia por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira (22), em Kaliningrado, resultado que embolou a briga pelas duas vagas do grupo E, o mesmo da seleção brasileira. Somente a Costa Rica não tem mais chances de classificação para as oitavas de final.
A Sérvia abriu o placar logos aos 4 minutos de jogo. Tadic recebeu na direita do ataque e cruzou na cabeça de Mitrovic para fazer 1 a 0 diante de mais de 33 mil torcedores.
O empate da Suíça acontceu aos 6 minutos da etapa final. Shaqiri bateu forte e a bola explodiu na zaga. Na sobra, Xhaka chutou de fora da área para marcar. O gol da virada e que a garantiu a vitória da Suíça foi aos 44. Shakiri recebeu lançamento longo de Xhaka, entrou na área e tocou no canto do goleiro.
A classificação do grupo "E' tem a seleção brasileira na liderança com 4 pontos. A Suíça também tem 4 pontos, mas perde para o Brasil no saldo de gols por 2 a 1.A Sérvia tem 3 pontos. E a Costa Rica, sem nenhum ponto ganho, é a lanterna do grupo.
A Sérvia volta a campo na quarta-feira, às 14h (de MS), contra a seleção brasileira, no estádio de Spartak. Já a Suíça enfrenta, no mesmo horário, a já eliminada Costa Rica, no estádio de Nizhny Novgorod.
Classificação Vários resultados podem classificar a seleção brasileira para as oitavas de final. O Brasil depende apenas de si para se classificar. Um empate com a Sérvia também é suficiente. Em caso de derrota, tem que torcer para que a Costa Rica vença a Suíça e o saldo de gols do placar seja superior em relação ao resultado do Brasil.
Para se classificar em primeiro no grupo E, o Brasil precisa vencer o jogo. Também termina a primeira fase na ponta da chave com um empate, desde que a Suíça perca ou empate seu compromisso.
Já estão classificadas para as oitavas de final as seleções da Rússia, Uruguai, França e Croácia. Por outro lado, não tem mais chances de classificação as equipes do Egito, Arábia Saudita, Marrocos, Peru e Costa Rica.
A agenda do fim de semana da Copa do Mundo começa neste sábado com Bélgica x Tunísia, às 8h, em Spartak. Às 11h, jogam Coreia do Sul x México, em Rostov, e às 14h a Alemanha enfrenta a Suécia no estádio Olímpico de Sochi.
No domingo serão mais três jogos, também a partir das 8h. O primeiro duelo será entre as seleções da Inglaterra e Panamá, em Nizhny Novgorod. Em Ecaterimburgo, o Japão pega Senegal, às 11h, e a Polônia encerra o dia de jogos contra a Colômbia, às 14h, na Arena Kazan.
Fonte: Fox Esporte.com


JUSTIÇA DETERMINA QUE PREFEITO DE PARAIBANO, PAGUE O INSS DOS SERVIDORES



Prefeito José Hélio /PT (Foto: Google)
 Prefeito Zé Hélio, tem 30 dias para regularizar a situação, caso descumpra a decisão, o mesmo será multado em 20 mil reais;

Veja a decisão:


*Processo: 52-92.2018.8.10.0104*

*Ação: Civil Pública c/c Pedido Liminar*

*Autor: Ministério Público Estadual*

*Réu: Município de Paraibano DECISÃO*



*ÀS 14:59:38 - CONCEDIDA EM PARTE A ANTECIPAçãO DE TUTELA*

Ante o exposto, ante a verossimilhança das alegações e dos fundamentos articulados pelo representante ministerial, nos termos do art. 12, caput da Lei no 7347/85 e art.300 do CPC, DEFIRO o item "02" da tutela de urgência requestada, para: *DETERMINAR que o Municipio de Paraibano, no prazo de trinta dias, regularize o repasse das contribuições previdenciárias dos servidores públicos municipais, de tal modo que o desconto efetuado seja integralmente repassado ao INSS, para que o salário de contribuição corresponda aquele constante nos contracheques*. Para a hipótese de descumprimento, *FIXO astreintes no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), penalidade a incidir apenas no CPF do Prefeito, Sr. JOSÉ HÉLIO PEREIRA DE SOUSA*. Eventual multa será revertida em favor do Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos, instituído pela Lei Estadual n° 10417/2016. DETERMINO a intimação pessoal do Prefeito e do secretário de Finanças, *Sr. Almiran Pereira* para que cumpram esta decisão. Publique-se e intime-se. Cumpra-se com urgência. Cite-se o ente demandado para contestar a lide no prazo legal. Contestada a ação, com alegação de preliminar ou de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, determino que seja intimado o demandante para se manifestar, no prazo de 15 (quinze) dias (art. 350 do NCPC). Impugnada a contestação ou escoado o prazo, voltem os autos conclusos. Publique-se e intime-se. Ciência ao Ministério Público. *Paraibano/MA, 20 de junho de 2018.

Caio Davi Medeiros Veras, Juiz de Direito Titular da Comarca de Paraibano/MA


Fonte: TJ/MA.gov


segunda-feira, 18 de junho de 2018

TORCEDORES FAZEM BRASIL PASSAR VERGONHA NA RÚSSIA

Cena constrangedora em plena Copa do Mundo


Um vídeo no qual torcedores brasileiros aparecem ao lado de uma jovem na Copa do Mundo da Rússia viralizou nas redes sociais e no WhatsApp neste fim de semana.
Nas imagens, o grupo de ao menos cinco homens, alguns com a camisa da seleção brasileira, tenta convencer a moça a gritar uma frase impublicável, uma referência constrangedora a ela própria. Trata-se da velha piada de mau gosto de fazer estrangeiros repetirem termos chulos em português. Claramente sem entender o significado do que é dito, ela tenta acompanhar os torcedores.
Um dos torcedores foi identificado: é um nome com experiência em política.
Nas redes sociais, diversas postagens acusam o grupo de assédio.
“A desculpa, como sempre, “é que é só brincadeira”. Machismo/assédio não é brincadeira”, publicou o perfil Quebrando o Tabu.
“Cadê os amigos ‘mas eu não sou machista’ falando desses homenzinhos de merda sacaneando a mina russa? Que nojo. É contra esse tipo de coisa que a gente espera que vocês se coloquem, sabe? É o mínimo. Dar risadinha é compactuar”, postou a escritora Clara Averbuck.

terça-feira, 12 de junho de 2018

ENTENDA PORQUE TANTA GENTE TORCE CONTRA A SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

No país do futebol, um batalhão promete secar o Brasil na Copa pelos mais diversos motivos, que nada têm a ver com antipatriotismo



É normal, sobretudo em época de Copa do Mundo, ouvir de alguns amigos e familiares que eles não estão nem aí para a seleção. Que preferem torcer pelo time do coração, que estão mais preocupados com eleição. Também não é novidade o discurso de inferiorização e pessimismo em torno dos 23 selecionados, que, de certa maneira, reflete a descrença nos rumos do país, traduzido por Nelson Rodrigues como “o complexo de vira-lata”. Isso sem contar os brasileiros que, por diferentes razões, escolhem apoiar outra seleção. Mas, às vésperas do Mundial na Rússia, é impossível ignorar que o índice de rejeição e impopularidade da seleção brasileira atingiu patamares raramente observados. Muito além das reações de quem detesta futebol, esnoba o talento de Neymar ou só empunha a bandeira em nome do seu clube, há gente de sobra disposta a secar, amaldiçoar e torcer contra o time que um dia foi o símbolo de orgulho da nação.

Para quem gosta de bola e de Copa, chega a ser irritante escutar sermões do tipo “o país nessa situação e o povo preocupado com futebol”, “só querem saber de pão e circo”, “enquanto você grita gol, estão roubando nosso dinheiro em Brasília”, “que o Brasil caia na primeira fase”, “que venha outro 7 a 1” e por aí vai… Porém, o descrédito popular que tem colocado em xeque o poder da seleção de mobilizar massas e unificar a identidade nacional a cada quatro anos não é fruto exclusivamente do mau humor dos que não enxergam a poesia que emana dos gramados. As causas transcendem o campo de jogo.
A última pesquisa de torcidas do Datafolha, divulgada em abril, mostra que o número de pessoas que não se interessam por futebol no país aumentou de 31% para 41% em relação a 2010, quando a seleção ainda era comandada por Dunga. Praticamente o mesmo percentual de brasileiros que desprezam a Copa do Mundo. Chama a atenção que, no “país do futebol”, de acordo com pesquisa da MindMiners, 54% dos torcedores consultados dizem acreditar que uma eventual conquista do Mundial pela seleção não vai melhorar a autoestima do brasileiro. E o mais sintomático: 58% entendem que os episódios que levaram ao indiciamento dos três últimos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afeta, de alguma forma, a vontade de torcer pela seleção.

Tempos atrás, as suspeitas de ilícitos envolvendo cartolas eram tratadas como folclore no Brasil. Até que uma investigação do FBI desatou o Fifagate e implicou figuras como Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, menos de um ano depois do 7 a 1. Em compasso com os escândalos de corrupção na política, a entidade que controla nosso futebol sucumbiu na mão de dirigentes que, durante a Copa de 2014, exigiam patriotismo dos jornalistas e torcedores que criticavam as atuações do time de Felipão. E segue sem ter a exata dimensão de como a imagem associada a mandachuvas corruptos contribuiu para abalar a confiança dos brasileiros na seleção.
Seleção que, inevitavelmente, acabou castigada por seguidas administrações primitivas e nebulosas na CBF. Há décadas o esporte nacional é gerido à base da troca de favores, politicagem barata e interesses comerciais sustentados pela lógica da propina. Por mais vitoriosa que seja sua história em campo, não há instituição que passe incólume a tantas mazelas fora das quatro linhas. O que ajuda a explicar a perda de apelo não só da seleção, mas do futebol brasileiro como um todo.
Desconsiderando os comerciais de TV que para aumentar a audiência, apelam ao ufanismo,  (que comove em sua maioria, os menos esclarecidos) é cada vez mais raro presenciar demonstrações de amor à seleção. O que também dá uma medida do ódio. Por trás dele, irrompem jatos de frustração e raiva represadas pelo legado às avessas que a realização da Copa deixou para o país. Dos estádios superfaturados ao vexame contra a Alemanha, tanto o cético em relação a futebol quanto o torcedor mais apaixonado amargaram alguma dose de ressentimento. Havia caminho para uma reconciliação ao menos afetiva após Tite assumir a seleção e resgatá-la do fundo do poço. Mas, ao longo dos últimos quatro anos, dirigentes da CBF estavam mais preocupados em se livrar dos escândalos de corrupção do que em reaproximar o “brasileiro comum” do futebol.
A elitização tomou conta dos estádios, torcedores mais pobres foram afastados das arquibancadas, e a seleção virou produto cobiçado por empresas e patrocinadores que não veem problema em atrelar sua marca a uma entidade devassada pelas denúncias de corrupção. No meio desse processo de distanciamento, a camisa amarela da seleção ainda sofreu com a apropriação por grupos de manifestantes que a utilizaram como instrumento político. Neste cenário de Fla x Flu ideológico, uma parte da população agora sente ojeriza pelo uniforme com o escudo da CBF. Rejeição que, para muitos, se estende à seleção. Pela primeira vez no período democrático, o Brasil acompanhará uma Copa diante de tamanha polarização das correntes políticas, já que, em 2013, nos protestos que antecederam a Copa das Confederações, e em 2014, nas manifestações contra o megaevento, a pauta de reivindicações era bem mais difusa e menos identificada com determinada ala de militância.
Entre o apreço e o desdém por símbolos nacionais, a crise de credibilidade da seleção brasileira também respinga nos jogadores. A maioria deles joga no exterior, tem poucos vínculos com torcedores locais – algo acentuado pela falta de empenho da CBF em promover jogos com preços acessíveis no país – e falha ao não se esforçar para romper o estigma de cidadãos alienados, que, sob o status de personalidades globais, quase sempre resumem engajamento social a ações de caridade. Naturalmente, uma hora ou outra, torcedores como os que engrossaram o sarcástico protesto “um professor vale mais que o Neymar” se revoltam ao ver os ídolos reduzidos à figura de meros popstars.

Há quem interprete o desleixo pela seleção como um sinal de maturidade do brasileiro, que, supostamente, não se deixa mais enganar por “pão e circo” – como se fosse impossível conciliar a paixão pelo futebol com senso crítico. Todavia, é bem provável que, com o início dos jogos na Rússia, ainda mais se o Brasil mantiver o bom nível de atuação, o clima de Copa se espalhe tal qual em 2014, quando o grito de “não vai ter Copa” deu lugar a euforia nas ruas. Mas não resta dúvida de que os acontecimentos desde o Mundial passado, principalmente os escândalos de corrupção na CBF, arranharam a imagem do nosso futebol e, por tabela, a da seleção. Aquele que torce contra a pátria de chuteiras não é menos brasileiro que aquele que comemora fervorosamente cada gol anotado pelos comandados de Tite. Pois nada tem a ver com antipatriotismo. O “torcer contra” é, acima de tudo, uma resposta dos que não se sentem representados pelas instituições que se apropriaram da seleção. Um direito tão legítimo quanto o de quem prefere torcer a favor, apesar das contraindicações.
Fonte: El País.com