Entidades de imprensa saem em defesa do jornalista maranhense Luís Pablo após violação de fonte

 

Luís Pablo

O caso do jornalista maranhense Luís Pablo ganhou repercussão nacional após a identificação de uma de suas fontes no curso de investigação da Polícia Federal. Algumas das principais entidades de imprensa do país reagiram e alertaram para a violação do sigilo da fonte, garantia prevista na Constituição Federal.

ABERT, ANJ e ANER divulgaram nota conjunta manifestando preocupação com a operação contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado pela investigação como fonte do jornalista. As entidades afirmaram que medidas judiciais que quebram o sigilo da fonte não encontram amparo constitucional e representam risco à liberdade de imprensa.

A FENAJ e o Sindjor-MA também se manifestaram. As entidades cobraram esclarecimentos sobre o acesso às comunicações de Luís Pablo e defenderam garantias de que outras fontes do jornalista não sejam identificadas a partir do material apreendido pela Polícia Federal, por decisão do ministro Alexandre de Moraes após o jornalista denunciar o ministro Flávio Dino.

A mobilização em defesa de Luís Pablo começou ainda em março, quando celulares, computador e outros equipamentos do jornalista foram apreendidos por ordem do STF. Na época, Abraji, ABERT, ANJ, ANER, FENAJ, Sindjor-MA e OAB-MA se manifestaram em defesa do sigilo da fonte e das garantias necessárias ao exercício do jornalismo.

A repercussão chegou também ao exterior. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), sediado em Nova York, além da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), manifestou preocupação com o caso e seus impactos sobre a liberdade de imprensa.

Cinco meses depois, o alerta feito pelas entidades ganhou novo peso. A investigação chegou à identificação de uma fonte de Luís Pablo após o acesso ao material apreendido na operação de março.

O novo desdobramento provocou reação justamente por atingir um dos pilares do trabalho jornalístico: a proteção da fonte e o direito da sociedade de receber informações de interesse público.

É a ditadura de toga instalado no Brasil desde 2019, com o inquérito do "FIM DO MUNDO"

Fonte: Luis Pablo 

Matéria Relacionada:

Imprensa deveria fazer mea-culpa do apoio ao inquérito do fim do mundo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMENTE COM EDUCAÇÃO.