quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ONU PEDE 'INVESTIGAÇÃO IMEDIATA' DE VIOLÊNCIA E MORTES NA PENITENCIÁRIA DE PEDRINHAS

VIOLÊNCIA NO MARANHÃO TEM REPERCUSSÃO INTERNACIONAL

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A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ontem quarta-feira (08/01) uma "investigação imediata, imparcial e efetiva" em relação às recentes cenas de violência e decapitação no presídio de Pedrinhas, no Maranhão.

Questionado pelo Jornal Folha de S. Paulo, sobre as imagens reveladas na terça-feira (07/01) pelo jornal paulista, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU disse, por meio de nota, "lamentar mais uma vez" a preocupação com o que classifica de "terrível estado" das prisões brasileiras.
No vídeo, filmado pelos próprios detentos com um celular, presos mostram em detalhes três rivais decapitados. Diante das câmeras, os detentos comemoram as mortes e se divertem exibindo as cabeças cortadas.

"Lamentamos ter que, mais uma vez, expressar preocupação com o terrível estado das prisões no Brasil e apelar às autoridades a tomar medidas imediatas para restaurar a ordem na prisão de Pedrinhas e em outras prisões pelo país, bem como para reduzir a superlotação e oferecer condições dignas para pessoas privadas de liberdade", disse o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, órgão sediado em Genebra (Suíça).

Sobre as imagens, a ONU respondeu: "Apelamos às autoridades brasileiras para realizar uma investigação imediata, imparcial e efetiva dos fatos e processar as pessoas consideradas responsáveis".

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos é a instância máxima das Nações Unidas no combate à violação dos direitos humanos pelo mundo.

"Estamos incomodados por saber das conclusões do recente relatório do Conselho Nacional de Justiça, revelando que cinquenta e nove detentos foram mortos em 2013 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, assim como as últimas imagens de violência explícita entre os presos libertados", disse.

Na terça-feira, o governo do Maranhão classificou as imagens da decapitação de presos como "um ato de completa selvageria". O governo também criticou a divulgação do vídeo.
 
Com informações da Folha de S.Paulo 

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